Melasma: o que é, por que volta e como conviver
Entenda o que causa o melasma, por que ele costuma voltar e quais cuidados ajudam a controlar as manchas no dia a dia, com orientação médica.

O melasma é uma condição comum em que surgem manchas escuras, geralmente simétricas, no rosto. Ele está ligado à produção aumentada de melanina (o pigmento da pele), estimulada principalmente pelo sol e por fatores hormonais, além da predisposição genética. É crônico e costuma voltar, por isso o controle depende de acompanhamento e de proteção solar constante.
O que é o melasma
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o melasma causa manchas escuras, de bordas irregulares e em geral simétricas, mais comuns no rosto, mas que podem aparecer também em braços, pescoço e colo. A Academia Americana de Dermatologia descreve manchas de cor marrom, acinzentada ou azulada, que aparecem sobretudo nas bochechas, na testa, no queixo e acima do lábio. Elas são planas, não doem e não são sinal de câncer de pele, mas podem afetar bastante a autoestima.
Quem tem e por que aparece
O melasma é bem mais frequente em mulheres, geralmente entre os 20 e os 40 anos, e afeta com mais frequência peles médias a escuras. As fontes apontam uma combinação de fatores:
- Luz: a radiação ultravioleta e também a luz visível estimulam a produção de pigmento.
- Hormônios: a gravidez e os anticoncepcionais hormonais estão entre os gatilhos mais conhecidos. Em alguns casos, as manchas clareiam depois do parto ou da suspensão do hormônio.
- Genética: a DermNet relata que cerca de 60% dos pacientes têm familiares afetados.
- Outros fatores: estresse, certos medicamentos e cosméticos que causam reação à luz.
Uma revisão publicada nos Anais Brasileiros de Dermatologia explica que o melasma resulta de células produtoras de pigmento (melanócitos) hiperativas, e que boa parte do mecanismo ainda não é totalmente compreendida.
Por que o melasma volta
O melasma é uma condição crônica. A DermNet destaca que as recaídas são comuns, que o pigmento pode reaparecer com o sol do verão mesmo após bom resultado e que é preciso proteção solar durante toda a vida para reduzir as recaídas. A SBD também cita que exposições mínimas ao sol podem fazer o pigmento voltar.
Por isso, a expectativa realista é de controle, e não de "tirar a mancha para sempre". Os resultados costumam levar meses; segundo a Academia Americana de Dermatologia, de 3 a 12 meses ou mais nos casos antigos.
Como conviver: o que ajuda
- Proteção solar todos os dias. É a base do tratamento. Use protetor de amplo espectro e FPS alto, reaplicando ao longo do dia, inclusive em dias nublados. Veja como em protetor solar: FPS, PPD e quanto passar.
- Considere protetores com cor. Os filtros com óxido de ferro ajudam contra a luz visível, que também pigmenta. Entenda em protetor com cor e luz visível.
- Barreiras físicas: chapéu de aba larga, óculos escuros e sombra nos horários de sol forte.
- Evite irritar a pele. Esfoliações agressivas, calor intenso e produtos perfumados podem piorar o quadro em algumas pessoas.
- Mantenha o acompanhamento. O melasma tende a exigir ajustes ao longo do tempo.
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Tratamentos médicos
Dermatologistas podem indicar cremes com ativos despigmentantes, como a hidroquinona, o ácido azelaico, o ácido retinoico e outros, além de peelings e, em casos selecionados, lasers ou luz intensa pulsada. Em casos que não respondem, existe também o ácido tranexâmico por via oral. Todos esses tratamentos exigem avaliação e prescrição médica (dermatologista), porque variam conforme o tipo de melasma e podem causar irritação ou até piorar as manchas se usados de forma inadequada, sobretudo em peles mais escuras.
Quando procurar avaliação
Procure avaliação sempre que surgir uma mancha nova no rosto, pois o melasma pode se parecer com outras condições, como as manchas solares. Veja a diferença em manchas de sol x melasma. Também procure ajuda se a mancha mudar rapidamente de cor, tamanho ou formato, ou se tiver bordas irregulares e várias cores, pois isso exige avaliação.
Na Clínica Neoma
O Mapeamento da Pele ajuda a observar o padrão das manchas, o estado da barreira e os hábitos de proteção solar, orientando os cuidados e indicando quando é necessário o acompanhamento com um dermatologista.
Em resumo
O melasma é uma condição crônica ligada ao sol, aos hormônios e à genética, que tende a voltar. Proteção solar diária, constância e acompanhamento médico são os pilares para controlá-lo e conviver melhor com ele.
Perguntas frequentes
Melasma tem cura?
O melasma é uma condição crônica que costuma ser controlada, mas não curada de forma definitiva. As manchas podem clarear com tratamento, mas tendem a voltar sem fotoproteção constante.
Por que o melasma piora no verão?
A radiação ultravioleta, e também a luz visível, estimula a produção de pigmento. Por isso as manchas costumam ficar mais escuras com mais exposição à luz.
Posso tratar melasma por conta própria?
O ideal é não. O melasma pode se parecer com outras manchas e alguns tratamentos podem piorá-lo se usados de forma inadequada. Procure um dermatologista para o diagnóstico e a indicação.
Fontes consultadas
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